Dedo do Moleque

Altitude:
957m snm.

Coordenadas:

0E 00 N

(Coordenadas UTM, zona 23L, datum Córrego Alegre)

Para localizar no Google Earth, digitar:

cavalcante, brazil

Desnível máximo: 300m

Carta topo de referencia: xx

Localização: Vão do Moleque – Araí (São Domingos)-GO

Dificuldade: Muito Dificil

Livro de cume: Sim

Visitas realizadas ao cume

Participantes da Conquista: Andrea, Fabio, Nuno, Alan, David, Marcelo, Camila

Participantes da Expedição do Primeiro Retorno para colocação do Livro de Cume: Andrea, Fabio, Marcelo, Poli, Beto, Gali, Leandro e Grazi

EXPEDIÇÃO DEDO DO MOLEQUE

ABRESCA 2006

Participantes: Andrea, Beto, Fabio, Gali, Grazi, Leandro, Marcelo e Poli

Distância de Brasília a Cavalcante: aprox. 300km, feitos em 4 horas.

Distância entre Cavalcante e Martinho: aprox. 130 km, feitos em quatro horas.

14/06/06

Quarta-feira, véspera de feriado, nos encontramos na casa da Andréa e do Fabio, após a organização de todos os equipamentos, mantimentos e água, saímos as 23h15 e chegamos em Cavalcante – GO ás 3h da madrugada, para acampar.

15/06/06

Café da manhã no camping, com direito a bolo de aniversário e velinha para o Marcelo, que celebrava seus outonos em plena expedição! Barracas no bagageiro, pé na estrada, ou melhor, rodas na estrada, as 9h.

Chegamos na casa da Dona Santina (kalungas!) – 13h30min

15h58min saímos rumo ao nosso acampamento base, acompanhados de 05 cavalos que subiram carregando nossas mochilas e a água que utilizariamos no período (aprox. 15l por pessoa, num total de 120l). Ficou combinado que retornaríamos no sábado a tardinha para jantar na casa da Dona Santina.

Nossa caminhada de subida levou 2h55min, e imediatamente à nossa chegada, montamos equipamento, com 05 barracas e uma área de cozinha, onde nos reuníamos para preparar nossos alimentos, comer e conversar.

Chegamos no entardecer de um dia muito bonito, e nosso acampamento base ficou bastante agradável, principalmente assim que todos começaram a se alimentar…. Durante nossa janta, conversamos sobre as intenções de cada dupla sobre as escaladas no dia seguinte.

O Fábio montou o HF, e conseguiu estabelecer uma conversa com o pai do Marcelo, Sr. Pedro, com a ajuda de um radioamador de Curitiba.

16/06/06

Acordamos às 7h, tomamos café rapidamente, e visualizando o Dedo, Graziela e Leandro decidiram escalar uma via na face noroeste, Marcelo e Poli iriam tentar uma via próxima, na mesma face. Andréa e Fabio repetiram a Via Trinity levando a caixa e o Livro de Cume, seguidos por Beto e Gali. A escalada das duplas que repetiram a Via Trinity correu tranqüilamente, e eles chegaram ao Cume com 2hxxmin de escalada.

As 8h12 Leandro e Graziela iniciaram a ascensão, na Variante Porquinhos, que foi composta por 4 cordadas, mais as 2 finais na Via Trinity.

Marcelo e Poli iniciaram a escalada, mas abortaram a tentativa, e seguiram também pela Via Trinity.

Após 8 horas de escalada, Leandro, Grazi, Marcelo e Poli alcançaram o Cume! Essas duplas fizeram o rapel pela Via Trinity, alcançando o acampamento base às 22h03. Via talkabout, nos comunicamos com as duplas que já estavam no acampamento, e fomos orientados por headlamps piscantes para alcançar nosso destino! Nossos colegas de expedição, já estavam nos esperando aflitos! E com nossa janta adiantada!

Preparamos o restante do jantar, comemos e tomamos um delicioso vinho chileno com aroma de pimentão….

17/06/06

Acordamos um pouco mais tarde, e após o café – mais demorado, seguimos para um reconhecimento no Ombro Norte do Dedo, com uma caminhada mais puxada, entre muitas pedras deslizantes, alcançamos o Dedinho do Moleque, onde apreciamos a Vista do Paranã, de parte da cidade de Arraias – TO.

O Beto conquistou o Dedinho, abrindo uma bonita via em móvel, bastante exposta, com a segue do Marcelo, que subiu em seguida assim como Fábio.

Deste ombro, é possível analisar a face sudeste e a aresta norte do dedo.

Deste angulo, o dedo apresenta características bem diferentes da face sul e aresta leste, alvo das primeiras conquistas. Tem muito menos arvores, e parece bem mais seca, por ser varrida pelo vento dominante e receber o sol da manhã.

A face sudeste tem potencial para varias vias, inclusive de introdução a escalada, ate um platô intermediário. A aresta norte promete ser uma das vias mais cênicas

Retornamos, terminamos de organizar o equipamento e às 14h20min iniciamos a descida com as mochilas nas costas…. haja joelho. Descemos em 3h48min, completamente exaustos e felizes, pois sabíamos que uma janta caprichada nos esperava. Dona Santina nos aguardava com frango, feijão, abóbora, arroz…. uma delícia servida com limonada!

Improvisamos banho na água do poço, outros no pequeno córrego, e nos preparamos para dormir.

18/06/06

Acordamos, tomamos café, nos despedimos de Dona Santina, e seguimos para o Rio Paranã, onde tomamos um banho refrescante. No retorno, trouxemos o Sr. Evangelista e seu filho, que estava adoentado, para receber tratamento médico em Cavalcante. Após 4h de viagem, vários rios, chegamos em Cavalcante, onde almoçamos, e seguimos de volta para Brasília, que atingimos às 22h, sãos, salvos, felizes e cansados!

WPTs

60 – no caminho para o rio parana, a estrada passa no terreiro de uma casa

61 – escola da comunidade malhadinha

62 – bifurcação – virar a direita para o parana

63 – casa do Luquinhas- passar porteira e seguir por trilha ruim ate o parana

——

Comunicações (por Fábio França)

No dia 15/06 pela manha, conseguimos copiar o PY1BSN Gonzalez, de Marica-RJ, comandante da rodada do chimarrão. Mas não consegui ser copiado por este devido a propagação ruim.

No dia 15/06 as 20:10 foi estabelecido um QSO com o PP5 ZD, Airton, de Biguacu -SC, na freqüência de 7053, sinal 5 9, quer realizou um QST com o pai do marcelo (PT2 PR Pedro Ronzani)

No dia 16/06 as 7:20 foi estabelecido contato com PY4JPD – Dias de Uberaba, na freq. 7052. No entanto, o contato foi interrompido devido a propagação.

Nos outros dias da expedição, não foi possível nenhum outro contato em HF.

A bateria de 7ah permitiu um bom tempo de operação, inclusive em transmissão em potencia media(50w).

O peso e volume do equipamento, embora passível de transporte, representa um incomodo a mais em uma expedição de montanhismo.

Apesar de viável como meio de contato de emergência, o rádio não se mostrou uma forma confiável de comunicação entre a expedição e Brasília, devido à instabilidade da propagação. Um link em uma freqüência na faixa dos 80 metros ainda merece ser testado, assim como um sistema de repetição tipo crossband HV-VHF, que permita a operação do HF no carro.

Vale a pena também experimentar com antenas já calibradas, e com um medidor de estacionaria de dimensões reduzidas, a fim de evitar a necessidade de transporte do acoplador que representa uma complexidade a mais para operação do radio, alem de ter um volume considerável.

Em uma próxima expedição semelhante, o HF pode ficar no carro, como reserva para comunicação de emergência. Para tanto, convém realizar uma oficina com outros participantes do ELO sobre operação HF.

A comunicação com os talkabouts funcionou perfeitamente. O vhf não foi utilizado, a não ser para comunicação entre os carros.

Em próximas expedições de montanhismo no planalto central, devemos considerar a validade de levar equipamentos de vhf, já que seu uso tem sido muito limitado, e sua utilidade em caso de emergências é questionável.

No topo do dedo e mesmo de seu ombro foi constatado sinal de celular Vivo. No entanto, o aparelho não conseguiu completar nenhuma ligação. Vale a pena testar com uma antena externa da próxima vez.

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Sugestões para as próximas expedições ao Dedo:

Lembrar de levar presentes para a família do Martinho e dona Santina, assim como fotos das expedições anteriores.

Contatos:

Martinho Fernando Santos

Rua 19, N. SN Q. 87 L. 1015 prox. a horta C

Cavalcante – GO

Setor Cavalcantinho

CEP: 73790-000

Justino – Irmão do Martinho

Jair – Rapaz que subiu com os cavalos levando os equipos

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Update: April 5th, 2010
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